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Tchello: mais de 20 anos dedicados ao Jetski

 

> 23/06/2010

Gostar de Motocross e não ser muito fã do Surf por ter preguiça de remar. Isto é normal, até porque são atividades diferentes. Mas quando se pode aliar a emoção dos dois num único esporte radical e cheio de emoção, aí então a pessoa pode descobrir o seu esporte predileto. E foi assim com o paulista Marcelo Tchello Brandão, 48 anos, radicado em Florianópolis, Santa Catarina, onde possui, desde 1990, uma das mais antigas lojas de Jetski do país, a Pronáutica. “O Jet veio para juntar as duas coisas: o Motocross e o Surf. Foi paixão à primeira vista”, revela.

Com 1,78m e 73 Kg, Tchello já participou de competições de Jetski, moto e paraquedismo, entre outros. “Dei início ao campeonato catarinense em 1991 e criei o Jetwaves (modalidade de andar com Jet nas ondas, surfando e saltando) em 1999. Hoje, a competição já está na 12ª edição e a última etapa ocorre aqui em Santa Catarina (vide release com informações nesse site), sendo que pilotos internacionais participam desde o ano 2000”, conta. Tchello está há cinco anos na presidência da International Freeride Watercraft Association (IFWA). “A associação está para o Freeride como a FIA está para o automobilismo”, compara. Além disso, ele é presidente da Federação de Esportes Radicais (FER), colunista da revista Náutica, proprietário do site jetwaves.com.br e ainda encontra fôlego para organizar passeios.

O fato de não ter títulos não incomoda este apaixonado por esportes. “Considero conquistas o fato de ser pioneiro, ter iniciado o Jetski em Santa Catarina (juntamente com o Dentinho e o Ivo Sehn) e o fato de chegar a ser o presidente de uma entidade internacional, sendo que esta representa a modalidade que mais cresce dentro do esporte”, orgulha-se.

LOJA – A ideia de criar a Pronáutica surgiu assim que Tchello se mudou para Santa Catarina e comprou o primeiro Jet. “Eu parava na praia e todos queriam saber como funcionava, como se andava com o equipamento, etc. Então criei a loja e comecei a vender”, recorda. O empresário explica que para atender a clientela de um país continental como o Brasil é necessário ter um bom atendimento. “É preciso também ter conhecimento sobre o produto que você está vendendo para ter a confiança de quem está comprando, além de um bom estoque”, conta. Em 1998, ele criou o site Jetwaves, que hoje é um dos mais importantes do ramo no país, e ajudou muito na comunicação com os clientes. “As distâncias dificultam um pouco, Há muita desinformação, mas procuro auxiliar também por telefone aos interessados em adquirir produtos ligados ao Jetski”, diz. Tchello relata que grande parte da clientela utiliza o jet para lazer. “Mas o que está crescendo é o Tow-in, uma modalidade relativamente nova, onde o surfista é rebocado por um jet e colocado no lugar certo da onda. Depois, o piloto resgata o surfista e inicia o ciclo novamente”. Tchello esclarece que este esporte surgiu no Hawai e chegou ao Brasil há aproximadamente 10 anos, sendo que agora está se tornando cada vez mais popular. “Antigamente, o jet era mal visto por surfistas, pescadores, etc. Hoje isso está mudando, estão percebendo como o jet pode ser útil a eles”, compara. Ele explica que a Pronáutica está se especializando em produtos para este esporte, além das competições convencionais.

FREERIDE – Tchello faz parte da IFWA desde 1994. Ele informa que o campeonato mundial existe desde 1995 e que antes disso eram realizadas provas internacionais independentes. “A organização de uma competição envolvendo pilotos e equipes de várias partes do mundo é facilitada pela internet. Utilizamos o site oficial www.ifwa.com.br. Mas o maior problema é o transporte dos equipamentos”, concorda. Ele cita Ross Champion e Pierre Maixent como os melhores pilotos da atualidade. “Temos outros muito bons, como o nosso Lenzi (que está no mesmo nível dos estrangeiros), o Mark Skerling, o Bufacci, o Max Baroero e toda uma nova geração que está surgindo”, diz. Ele entende que para este ano ainda não dá para esperar título de pilotos nacionais. Porém, pilotos como Tiago Geitens, Bruno Jacob, Cristiano Magrão, Alexandre Buneder, Leandro Vieria, Andre Silveira, Jeferson Santos e Leonardo Caldocelli “são bons e, se treinarem e se dedicarem, tem potencial para brigar por um titulo mundial”. Tchello insiste que o piloto precisa de muito treino, dedicação, bom equipamento e capacidade de investimento para atingir o ápice da forma técnica e física. “Mas com certeza vale a pena, afinal, o Jetwaves é hoje o único evento mundial de jetski que ocorre na America Latina e alcançou um nível muito expressivo de retorno, algo em torno de R$ 4 milhões de mídia captados nas últimas edições.


EVOLUÇÃO Segundo Tchello, as leis vigentes que regulamentam o Jetski, tanto para o lazer quanto para as competições, deveriam ser revistas. “São leis arcaicas que não acompanham a evolução do esporte e dos equipamentos. A Marinha deveria rever a legislação e consultar as federações que organizam o Jetski a respeito”, conclui.

Marco Mallmann – jornalista MTb 8368

 

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